Artigos

Arquivos

Por que a Sustentabilidade é importante?

Nós vivemos num mundo finito, mas essa é uma consciência muito recente, em especial para nós no Brasil. Os recursos que o planeta generosamente colocou a nossa disposição vem sendo explorados pelo homem desde a sua origem na terra, sem a preocupação de que um dia nós tivéssemos que nos preocupar com o seu esgotamento, mas esse momento já se faz presente, e o número de pessoas a compartilhar esses recursos não para de crescer (já somo quase 8 Bilhões..). Além de partilhar os recursos desse mundo finito, nós precisamos também conciliar interesses entre pessoas muito diferentes, com vontades diferentes, gostos diferentes e, principalmente, necessidades diferentes.

Nós vivemos num mundo finito, mas essa é uma consciência muito recente, em especial para nós no Brasil. Os recursos que o planeta generosamente colocou a nossa disposição vem sendo explorados pelo homem desde a sua origem na terra, sem a preocupação de que um dia nós tivéssemos que nos preocupar com o seu esgotamento, mas esse momento já se faz presente, e o número de pessoas a compartilhar esses recursos não para de crescer (já somo quase 8 Bilhões..). Além de partilhar os recursos desse mundo finito, nós precisamos também conciliar interesses entre pessoas muito diferentes, com vontades diferentes, gostos diferentes e, principalmente, necessidades diferentes.

No lastro do desenvolvimento humano, o próprio homem se fez vítima do seu ímpeto pela evolução e criou uma configuração de sociedade onde os recursos são muitos e a equidade está muito distante. Enquanto civilização, ainda não aprendemos a dividir benefícios. Somos uma multidão onde os contrastes são muito elevados e ao mesmo tempo somos muito intensivos na hostilidade ao meio ambiente. O cenário requer muita atenção quando queremos pensar na continuidade da espécie e em usufruir de uma vida plena.

Seja qual for o ponto de vista podemos registrar a dificuldade de se distribuir de maneira justa os frutos de desenvolvimento humano entre todos.

Esses dois grandes desafios, preservar o meio ambiente e criar qualidade de vida para todos, se somam a necessidade de nos organizarmos numa sociedade produtiva e em continuada evolução. A questão ambiental e a qualidade de vidas das pessoas então se somam a necessidades das empresas e instituições serem rentáveis, ou seja, serem capazes de promover modelos de gestão capazes de se auto sustentarem, e promoverem os benefícios pretendidos por seus patrocinadores, sejam públicos ou privados. Isso é sustentabilidade.

Para alcançar a sustentabilidade é importante uma visão holística dos problemas da sociedade, e não focar apenas na gestão dos recursos naturais. É pensar em algo muito mais profundo, que vise uma verdadeira metamorfose do modelo civilizatório atual.

É preciso estar atento para evitar um discurso vazio, que visa apenas os aspectos econômicos, ou seja: é necessário propor e implementar ações que tragam melhorias socioambientais direcionadas à sustentabilidade.

Exemplos de práticas sustentáveis nas empresas:

Impacto Ambiental

  • Logística reversa de embalagens e produtos descartáveis (bateriais, pilhas, ...);
  • Reaproveitamento de sobras de produção ou material usado;
  • Projetos arquitetônicos de iluminação natural;
  • Preferência de fornecimento para produtos que não precisem viajar longas distâncias (redução de emissão de carbono);
  • Troca de processos de gestão impressos em papel por meios digitais.

Impacto Social

  • Políticas de inclusão para funcionários;
  • Horários flexíveis para minimizar deslocamento em horários de tráfego intenso;
  • Controle de emissão de ruído e tráfego nas áreas vizinhas;
  • Participação nas questões relevantes nas comunidades impactadas (lazer, educação, segurança, produção,...)
  • Estímulo a educação e compartilhamento de conhecimento.
Continuar lendo

Comentários (0)

Os comentários serao avaliados antes de serem publicados.

O que é Sustentabilidade?

O termo “sustentabilidade” vem sendo empregado para definir o conjunto de práticas capazes de proporcionar o desenvolvimento sustentável, ou seja, como podemos viver bem hoje e preservar o mundo com (muita) qualidade de vida para as próximas gerações. Na essência, e ainda de uma maneira muito simples, podemos dizer que isso se dá na medida em que conseguimos desenvolver a capacidade de desenvolver recursos para manter a nossa própria vida, com a consciência e responsabilidade de preservar o meio ambiente e a qualidade de vida de todas as pessoas.

O termo “sustentabilidade” vem sendo empregado para definir o conjunto de práticas capazes de proporcionar o desenvolvimento sustentável, ou seja, como podemos viver bem hoje e preservar o mundo com (muita) qualidade de vida para as próximas gerações. Na essência, e ainda de uma maneira muito simples, podemos dizer que isso se dá na medida em que conseguimos desenvolver a capacidade de desenvolver recursos para manter a nossa própria vida, com a consciência e responsabilidade de preservar o meio ambiente e a qualidade de vida de todas as pessoas.

 

Continuar lendo

As empresas e a Sociedade

Desenvolver uma cultura sustentável, como se percebe, exige uma mudança de atitude de todos. O governo e a sociedade são importantes no papel de respectivamente legislar, vigiar e cobrar pelas ações corretas e aí começa o problema:

Desenvolver uma cultura sustentável, como se percebe, exige uma mudança de atitude de todos. O governo e a sociedade são importantes no papel de respectivamente legislar, vigiar e cobrar pelas ações corretas e aí começa o problema:

Quais são as ações corretas? Levando em conta a nossa necessidade de crescer, produzir e viver bem, quais são os limites, as atitudes de fato positivas e capazes de produzir impacto relevante na qualidade de vida das pessoas e do planeta, sem deter o desenvolvimento? Qual o ponto de equilíbrio?

As visões mais modernas e mais amplamente aceitas no cerne da discussão da sustentabilidade reconhecem alguns critérios para apresentar dimensões da sustentabilidade:

  1. Social: que se refere ao alcance de um patamar razoável de homogeneidade social, com distribuição de renda justa, trabalho que propicie qualidade de vida decente e igualdade no acesso aos recursos e serviços sociais.
  2. Cultural: referente a mudanças no interior das comunidades (equilíbrio entre respeito à tradição e inovação), capacidade de autonomia para elaboração de projetos e autoconfiança, combinada com abertura para o mundo.
  3. Ecológica: relacionada à preservação do potencial do capital natural na sua produção de recursos renováveis e à limitação do uso dos recursos não renováveis.
  4. Ambiental: trata-se de respeitar e realçar a capacidade de autodepuração dos ecossistemas naturais.
  5. Territorial: refere-se a configurações urbanas e rurais balanceadas, melhoria do ambiente urbano, superação das disparidades inter-regionais e estratégias de desenvolvimento ambientalmente seguras para áreas ecologicamente frágeis.
  6. Econômica: desenvolvimento econômico intersetorial equilibrado, com segurança alimentar, capacidade de modernização contínua dos instrumentos de produção, razoável nível de autonomia na pesquisa científica e tecnológica e inserção soberana na economia internacional.
  7. Política (Nacional): democracia definida em termos de apropriação universal dos direitos humanos, desenvolvimento da capacidade do Estado para implementar o projeto nacional, em parceria com todos os empreendedores e um nível razoável de coesão social.
  8. Política (Internacional): baseada na eficácia do sistema de prevenção de guerras da ONU, na garantia da paz e na promoção da cooperação internacional, Pacote Norte-Sul de co-desenvolvimento, baseado no princípio da igualdade (regras do jogo e compartilhamento da responsabilidade de favorecimento do parceiro mais fraco), controle institucional efetivo do sistema internacional financeiro e de negócios, controle dos mecanismos que alavancam a migração humana, controle institucional efetivo da aplicação do Princípio da Precaução na gestão do meio ambiente e dos recursos naturais, prevenção das mudanças globais negativas, proteção da diversidade biológica (e cultural), gestão do patrimônio global, como herança comum da humanidade, sistema efetivo de cooperação científica e tecnológica internacional e eliminação parcial do caráter commodity da ciência e tecnologia, também como propriedade da herança comum da humanidade.

Cientistas e estudiosos de todas as áreas tem produzido muito e distribuído conhecimento das melhores práticas sustentáveis, mas é necessário que essas práticas se tornem rotina para as pessoas no seu dia a dia, que sejam aplicáveis e percebidas como importantes para todos. Em vários países, a legislação já avança no sentido de impor limites e práticas de reconhecido sucesso, mas isso sempre precisa ser capaz de se assimilar sem deter o desenvolvimento, e aí o problema continua:

O que é desenvolvimento? qual qualidade de vida é a ideal para cada um de nós num mundo tão diverso, e com necessidades também em níveis tão diferentes?

Para viver um momento virtuoso de desenvolvimento sustentável, temos de valorizar as pessoas, seus costumes e saberes. Fica evidente que se deve ter uma visão holística dos problemas da sociedade, para além de focar apenas na gestão dos recursos naturais. É um pensamento muito mais profundo, que visa uma verdadeira metamorfose do modelo civilizatório atual

Nesse sentido é que as empresas têm importante papel. O impacto de seus produtos e serviços oferecidos é imediato e se multiplica pela sociedade na medida do seu sucesso, portanto tem grande potencial de criar as referências de consumo e práticas sustentáveis bem-sucedidas. A sociedade representada pelas entidades governamentais, educacionais e organizações civis em geral pode e deve fazer o papel de educar e disseminar as boas práticas, mas as empresas são as verdadeiras catalisadoras desse processo. Na medida em que introduzem práticas sustentáveis em suas ofertas, elas estabelecem um novo padrão de consumo e comportamento do cidadão, que passa a reconhecer isso como bom. Nesse ponto introduz-se uma nova questão:

  • As práticas sustentáveis podem requerer processos caros. As empresas vão conseguir ser competitivas assim? E se assim for, o consumidor estará disposto a pagar mais por um produto sustentável, tendo a oportunidade de adquirir outro por menos?

Essa diferença de custo de produção entre empresas sustentáveis ou não é cada vez menos relevante do ponto de vista de competitividade, por vários motivos:

Os recursos energéticos tendem a ficar cada vez mais escassos, e cada vez mais caros. Combustíveis fósseis e energia elétrica já não são mais baratos e disponíveis como no passado, logo, criar opções de produção a partir de fontes renováveis e “limpas” de energia (energia solar, eólica etc) não se trata mais apenas de aderir a uma primordial prática sustentável, mas significa trocar em médio prazo energia cara por energia barata, num processo eminente de redução de custos. Matérias primas alternativas, processos com acréscimo de tecnologia, reengenharia de operações, projetos arquitetônicos voltados para ambientes mais claros e funcionais, todas são práticas que podem ter seus custos de iniciação revertidos em lucros em curto espaço de tempo, e se tornarem um diferencial competitivo no ponto de venda. Esse tipo de processo deve ser estimulado e potencializado pela sociedade e, principalmente, pela gestão pública na forma de programas de incentivo com financiamento e critérios tributários que acelerem a adesão das novas práticas.

Da mesma maneira, práticas de gestão de pessoas, proporcionando mais qualidade de vida aos colaboradores e mesmo fornecedores, parceiros, também podem se reverter em relações mais proveitosas e desejadas por todos. Empresas empenhadas em mais qualidade de vida contratam melhor e mais facilmente, são desejadas por todos, e isso se reverte não apenas em economia nos processos como também numa imagem positiva junto ao público em geral.

Da mesma maneira, práticas de gestão de pessoas, proporcionando mais qualidade de vida aos colaboradores e mesmo fornecedores, parceiros, também podem se reverter em relações mais proveitosas e desejadas por todos. Empresas empenhadas em mais qualidade de vida contratam melhor e mais facilmente, são desejadas por todos, e isso se reverte não apenas em economia nos processos como também numa imagem positiva junto ao público em geral.

Várias dessas práticas já estão estabelecidas, e uma boa parte delas já compõe a legislação brasileira. Questões legais, sociais e mesmo ambientais. O importante é que a sociedade e as empresas evoluam nessas questões, naturalmente. Consumidores mais esclarecidos e empresas responsáveis devem se somar num ciclo que evolua além das questões de legislação, e ganhe vida própria. Para isso, é importante que a comunicação flua livremente entre as partes, e essa é a próxima questão relevante na nossa conversa.

Continuar lendo