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As prioridades para um mundo sustentável

Quando conseguimos desenvolver visões mais abrangentes do conceito de meio ambiente passamos a reconhecer as dimensões da sustentabilidade. O conceito de meio ambiente há de ser, pois, globalizante, abrangente de toda a natureza original e artificial, bem como os bens culturais correlatos, compreendendo, portanto, o solo, a água, o ar, a flora, as belezas naturais, o patrimônio histórico, artístico, turístico, paisagístico e arqueológico.

Quando conseguimos desenvolver visões mais abrangentes do conceito de meio ambiente passamos a reconhecer as dimensões da sustentabilidade.

O conceito de meio ambiente há de ser, pois, globalizante, abrangente de toda a natureza original e artificial, bem como os bens culturais correlatos, compreendendo, portanto, o solo, a água, o ar, a flora, as belezas naturais, o patrimônio histórico, artístico, turístico, paisagístico e arqueológico.

O meio ambiente é, assim, a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas. A integração busca assumir uma concepção unitária do ambiente compreensiva dos recursos naturais e culturais.

A cúpula das Nações unidas com a participação de 150 países (inclusive o Brasil) estabeleceu em setembro de 2015 uma agenda com vistas a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas no mundo até 2030.

O documento Transformando Nosso Mundo é resultado de um processo inclusivo de negociação nos últimos dois anos com o envolvimento de governos, entidades sociais e empresas. A finalidade é promover universalmente o desenvolvimento social, a proteção ambiental e a prosperidade econômica. A agenda apresenta 17 objetivos e 169 metas a serem adotados de forma voluntária por todos os países-membros a partir de 2016.

Os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma continuidade dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), agenda acordada em 2000 pelos países-membros da Organização das Nações Unidas, e é considerado uma evolução com relação as oito metas estabelecidas pela ODM. As 17 metas são as seguintes:

  1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.
  2. Erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.
  3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
  4. Garantir a educação inclusiva e equitativa de qualidade, além de promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
  5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
  6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.
  7. Garantir o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos.
  8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos.
  9. Construir infraestruturas resistentes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
  10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles.
  11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros e sustentáveis, propondo que as cidades sejam ambientes sem violência e sem medo.
  12. Assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis.
  13. Adotar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.
  14. Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os recursos marinhos.
  15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas e frear a perda de biodiversidade.
  16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à Justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas.
  17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

São metas ambiciosas, mas que deveriam ser uma referência para todos, governo, sociedade organizada, cidadãos, empresas. Para que seja efetiva no entanto, é necessário que programas eficazes estejam alinhados e sejam postos em prática por todas as partes. Tornar estes objetivos públicos e discutir com a sociedade a importância de cada um deles e os meios para atingi-los, faz parte do processo. Mais uma vez, é uma oportunidade excelente para que as empresas se mobilizem no sentido de compartilhar com todos as suas práticas, inclusive suas dificuldades de implementação desta ou daquela meta. O cenário é dinâmico e as necessidades, mais uma vez, se diferenciam e dessa maneira devem ser consideradas.

Os esforços das Nações Unidas como instituição, e mesmo da Unesco e de outros organismos Globais e regionais tem sido frequente, e é bom entendermos como isso evoluiu, e que esforços foram melhor recebidos ao longo dos anos.

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global mais justa, pacífica e sobretudo sustentável. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. Começou como uma iniciativa das Nações Unidas e transformou-se em uma iniciativa global da sociedade civil.

Segundo a Carta da Terra, devemos “assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial”, além de “promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável”. Isso se refere indiscutivelmente às questões sociais, ao aumento da participação dos diferentes segmentos da sociedade na tomada de decisões, equidade entre sexos, grupos étnicos, sociais e religiosos, acesso à informação e aos serviços de saúde e educação, entre outros.

 

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O que é Sustentabilidade?

O termo “sustentabilidade” vem sendo empregado para definir o conjunto de práticas capazes de proporcionar o desenvolvimento sustentável, ou seja, como podemos viver bem hoje e preservar o mundo com (muita) qualidade de vida para as próximas gerações. Na essência, e ainda de uma maneira muito simples, podemos dizer que isso se dá na medida em que conseguimos desenvolver a capacidade de desenvolver recursos para manter a nossa própria vida, com a consciência e responsabilidade de preservar o meio ambiente e a qualidade de vida de todas as pessoas.

O termo “sustentabilidade” vem sendo empregado para definir o conjunto de práticas capazes de proporcionar o desenvolvimento sustentável, ou seja, como podemos viver bem hoje e preservar o mundo com (muita) qualidade de vida para as próximas gerações. Na essência, e ainda de uma maneira muito simples, podemos dizer que isso se dá na medida em que conseguimos desenvolver a capacidade de desenvolver recursos para manter a nossa própria vida, com a consciência e responsabilidade de preservar o meio ambiente e a qualidade de vida de todas as pessoas.

 

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Por que a Sustentabilidade é importante?

Nós vivemos num mundo finito, mas essa é uma consciência muito recente, em especial para nós no Brasil. Os recursos que o planeta generosamente colocou a nossa disposição vem sendo explorados pelo homem desde a sua origem na terra, sem a preocupação de que um dia nós tivéssemos que nos preocupar com o seu esgotamento, mas esse momento já se faz presente, e o número de pessoas a compartilhar esses recursos não para de crescer (já somo quase 8 Bilhões..). Além de partilhar os recursos desse mundo finito, nós precisamos também conciliar interesses entre pessoas muito diferentes, com vontades diferentes, gostos diferentes e, principalmente, necessidades diferentes.

Nós vivemos num mundo finito, mas essa é uma consciência muito recente, em especial para nós no Brasil. Os recursos que o planeta generosamente colocou a nossa disposição vem sendo explorados pelo homem desde a sua origem na terra, sem a preocupação de que um dia nós tivéssemos que nos preocupar com o seu esgotamento, mas esse momento já se faz presente, e o número de pessoas a compartilhar esses recursos não para de crescer (já somo quase 8 Bilhões..). Além de partilhar os recursos desse mundo finito, nós precisamos também conciliar interesses entre pessoas muito diferentes, com vontades diferentes, gostos diferentes e, principalmente, necessidades diferentes.

No lastro do desenvolvimento humano, o próprio homem se fez vítima do seu ímpeto pela evolução e criou uma configuração de sociedade onde os recursos são muitos e a equidade está muito distante. Enquanto civilização, ainda não aprendemos a dividir benefícios. Somos uma multidão onde os contrastes são muito elevados e ao mesmo tempo somos muito intensivos na hostilidade ao meio ambiente. O cenário requer muita atenção quando queremos pensar na continuidade da espécie e em usufruir de uma vida plena.

Seja qual for o ponto de vista podemos registrar a dificuldade de se distribuir de maneira justa os frutos de desenvolvimento humano entre todos.

Esses dois grandes desafios, preservar o meio ambiente e criar qualidade de vida para todos, se somam a necessidade de nos organizarmos numa sociedade produtiva e em continuada evolução. A questão ambiental e a qualidade de vidas das pessoas então se somam a necessidades das empresas e instituições serem rentáveis, ou seja, serem capazes de promover modelos de gestão capazes de se auto sustentarem, e promoverem os benefícios pretendidos por seus patrocinadores, sejam públicos ou privados. Isso é sustentabilidade.

Para alcançar a sustentabilidade é importante uma visão holística dos problemas da sociedade, e não focar apenas na gestão dos recursos naturais. É pensar em algo muito mais profundo, que vise uma verdadeira metamorfose do modelo civilizatório atual.

É preciso estar atento para evitar um discurso vazio, que visa apenas os aspectos econômicos, ou seja: é necessário propor e implementar ações que tragam melhorias socioambientais direcionadas à sustentabilidade.

Exemplos de práticas sustentáveis nas empresas:

Impacto Ambiental

  • Logística reversa de embalagens e produtos descartáveis (bateriais, pilhas, ...);
  • Reaproveitamento de sobras de produção ou material usado;
  • Projetos arquitetônicos de iluminação natural;
  • Preferência de fornecimento para produtos que não precisem viajar longas distâncias (redução de emissão de carbono);
  • Troca de processos de gestão impressos em papel por meios digitais.

Impacto Social

  • Políticas de inclusão para funcionários;
  • Horários flexíveis para minimizar deslocamento em horários de tráfego intenso;
  • Controle de emissão de ruído e tráfego nas áreas vizinhas;
  • Participação nas questões relevantes nas comunidades impactadas (lazer, educação, segurança, produção,...)
  • Estímulo a educação e compartilhamento de conhecimento.
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